Dr.  Rogério  M. Alvarenga
Médico - CRM-RJ 23.389-0

O consumo de suplementos alimentares vem crescendo no país, principalmente por malhadores de carteirinha. Eles são apresentados na forma de comprimidos, cápsulas, pós ou líquidos. Mas é preciso saber como e quando usá-los.

A suplementação virou quase uma pandemia e atualmente encontra-se disponível ao público em cada esquina. Academias, hipermercados, farmácias, lojas de produtos naturais, revistas, internet, etc…

Nem sempre a suplementação é prejudicial, mas também em muitos casos não é necessária e tomada indevidamente pode ser prejudicial!O uso em excesso ou sem orientação de um profissional pode causar danos grave. Para orientar o consumidor e garantir maior controle podemos segmentar os suplementos em grupos:

Atualmente a suplementação tem sido muito utilizada em vários esportes para auxiliar uma alimentação deficiente e para melhorar a performance, obtendo-se, assim, um melhor resultado. Mas você sabe qual suplemento usar no esporte que você pratica?

Usar ou não suplementos esportivos é uma dúvida freqüente de praticantes de várias modalidades esportivas. A suplementação, quando feita de forma indiscriminada, pode fazer com que a quantidade diária de nutrientes seja superior à necessária, podendo prejudicar órgãos como o fígado e os rins.

De forma geral, a necessidade de nutrientes dos atletas difere em quantidade quando comparada aos indivíduos sedentários. Muitas pessoas utilizam suplementos para substituir refeições, conduta que não está adequada.

A suplementação é indicada quando a ingestão de alimentos não consegue alcançar as necessidades individuais e depende da freqüência dos treinos e da atividade em questão. Em algumas situações, o suplemento pode ser associado a uma refeição para garantir o aumento de um nutriente específico ou para tornar a dieta mais viável dentro da rotina diária de cada atleta.

Para ter um corpo perfeito, musculoso e definido muitos atletas utilizam suplementos alimentares. Semelhantes a remédios, eles são apresentados na forma de comprimidos, cápsulas, pós ou líquidos. Mas é preciso saber como e quando usá-los. O uso em excesso ou sem orientação de um profissional pode causar danos graves.

 

Com tantas opções no mercado, fica difícil para quem é leigo escolher qual daqueles inúmeros potinhos irá atender às suas necessidades. Para orientar o consumidor e garantir maior controle o Ministério da Saúde divide os suplementos em grupos.

Pré treinos: Suplementos utilizados para melhorar o desempenho nos treinamentos. A grande maioria tem mais estimulantes do que compostos úteis, mas ainda há boas opções no mercado que reúnem creatina, aminoácidos, bet alanina e outros compostos comprovadamente eficazes.

Termogênicos: Suplementos destinados a auxiliar na redução de gordura através da ativação do metabolismo. No Brasil apenas encontramos como composto realmente eficaz a cafeína neste grupo ( não faz milagres nem é tão segura quanto se pensa, dependendo das doses), mas há um número elevadíssimo de suplementos sem comprovação de eficácia que prometem muito e não cumprem...

Energéticos: podem ser usados antes, durante ou após treinos e provas, dependendo das características do indivíduo e do esporte. Fornecem basicamente energia, vinda sobretudo de carboidratos, e são encontrados em pó ou gel. São exemplos: maltodextrina, dextrose.

Protéicos: indicados para completar a ingestão protéica da dieta. O horário de consumo depende de uma série de fatores, mas muitas vezes são indicados para após o treino. Podem ser encontrados em pó, gel ou barra. Fazem parte do grupo a Whey Protein, a Albumina, a Caseína e o Isolado Protéico de soja, além das barras de proteína.

Compensadores: contém carboidratos, proteínas e lipídios, além de vitaminas e minerais. Encontrados em pó ou líquido. Indicados para desnutridos ou para atletas com necessidades aumentadas devido ao estado fisiológico, limitações na dieta ou tipo de exercício.

Repositores: São bebidas esportivas com o objetivo de repor água, eletrólitos e carboidratos de forma mais rápida, evitando a desidratação de uma atividade intensa/longa. Indicado para corredores, ciclistas. Se você está lutando contra a balança e não dispensa seu whey com malto/dextrose no pós treino, cuidado com o pico glicêmico que não deixa sua barriguinha sumir.

Aminoácidos: fazem parte deste grupo os aminoácidos, indicados para aumento da massa muscular. Como exemplo temos os BCAAs, nome dado aos aminoácidos da cadeia ramificada, Leucina, Isoleucina e Valina. Os BCAAS, são indicados para recuperação muscular e para exercícios de longa duração. Na verdade BCAAs parecem só ter importância como fonte alternativa de energia em regimes de zero carboidrato ou treino em jejum de carboidrato...

Antioxidantes: são ricos em nutrientes antioxidantes, ajudam na “limpeza” do organismo. Quem pratica muita atividade física, libera muitos radicais livres (compostos que destroem as células) no organismo que são responsáveis pelo envelhecimento precoce e promovem doenças como o câncer, etc. Os antioxidantes ajudam na eliminação desses radicais livres.

SERÁ que você realmente precisa de TODOS os suplementos que tem utilizado?

A suplementação deve sempre ser preferencialmente acompanhada por um Especialista e associada a uma dieta já planejada para a modalidade esportiva em questão.
 

 

ANTES DE COMPRAR UM SUPLEMENTO



Organize a sua agenda para conseguir malhar e ter uma dieta saudável. Os suplementos agem como coadjuvantes dessa dupla. Não acredite em todas as pesquisas publicadas na internet. Grande parte é financiada pelos próprios laboratórios que comercializam os produtos. Procure um Especialista para saber a dosagem e a forma correta de utilizar um suplemento. Além de mais seguro, funciona melhor. Duvide de produtos que não apontam os princípios ativos da fórmula e só utilizam apenas o termo “poderosas substâncias” para endossar sua eficácia.

As proteínas e os aminoácidos necessários para melhorar o desempenho físico devem ser obtidos através da alimentação. O uso de suplementos leva a uma sobrecarga, que deve ser excretada pelo organismo, e um dos responsáveis por essa função é o rim.
E o mais importante: antes de começar a usar suplementos, procure um Especialista em Nutrologia para saber a dosagem e a forma correta de utilizar um suplemento. Além de mais seguro, funciona melhor.

Alimente-se bem e treine. Não existe pílula mágica. Nenhum suplemento, não importa o quanto seja caro ou quantos relatos você leia nos sites de musculação (esses relatos muitas vezes são forjados por vendedores dos próprios sites), e ainda que a embalagem seja linda e prometa "Rápida síntese de proteínas", "acelerada construção muscular", "destruir os depósitos de gordura subcutânea" e outras expressões lindas de se ler... NADA DISSO irá funcionar sem uma alimentação adequada, uma alimentação equilibrada com todos os nutrientes, rica em fibras e pobre em gordura saturada e açúcar" mas uma alimentação ADEQUADA a você, às suas características individuais, bem como ao seu treino. Não precisa ser ortoréxico (Ortorexia), mas cuide-se..

 

ATENÇÃO
Suplementos não substituem uma alimentação adequada


 

ORTOREXIA  NERVOSA

A ortorexia não foi reconhecido como diagnóstico no manual de psiquiatria, DSM-IV, porém apresenta atualmente mais de 30 trabalhos científicos e deve ser considerado com critérios diagnósticos definidos num futuro próximo,  provavelmente dentro do  DSM-5 ou no DSM-6.

A pessoa ortoréxica, inicia uma busca obsessiva por normas (ou regras) de alimentação saudável. As informações são obtidas através dos meios de comunicação porém são informações distorcidas e exageradas para ficar saudável. Dessa forma, acaba excluindo muitos alimentos, por exemplo, começa com aqueles considerados impuros, como corantes, conservantes, gorduras trans, açúcar, sal, com agrotóxicos, pesticidas, alimentos transgênicos, entre muitos outros. Isso leva até a exclusão de grupos de alimentos considerados importantes para uma nutrição adequada podendo levar a quadros de carências nutricionais ou subclínicos (fome oculta, déficit de vitaminas e micronutrientes, anemia, ostopenia, entre outros).

Também associa uma preocupação com a forma de preparo e os utensílios utilizados na preparação dos alimentos. Comer fora de casa é considerado um problema ,evitam reuniões sociais e jantares para não “cair na tentação” de ingerir outro tipo de produto e pesam os alimentos e sentem “grande culpa se quebrar as regras”, e pelo contrário sentem uma sensação confortável ao fazer um prato elaborado exclusivamente com produtos orgânicos,ecológicos, bio ou com determinados certificados de salubridade. Acabam se isolando para conseguir se alimentar dessa forma saudável ou com alimentos considerados “puros” em casa,  não aceitando comer em restaurantes e dessa forma acabam deixando de sair com os amigos ou namoradas/os. A dieta “saudável” acaba tomando conta da sua vida.

O problema é que a pessoa ortoréxica não procura ajuda porque acredita que está fazendo a escolha certa. Na prática clínica, os pacientes com ortorexia atendidos nos consultórios ambulatoriais, foram encaminhados pelos familiares, principalmente as mães, que acreditavam que existia “algo de errado” na alimentação do familiar “ortorexico”. Nesses pacientes, na consulta nutrológica foi realizado uma anamnese alimentar abrangente para procurar determinar a omissão de grupos de alimentos, assim como no exame físico, o aparecimento de alguns sinais de falta de nutrientes (queda de cabelo, unhas quebradiças , entre muitos outros). Também foi realizada uma investigação laboratorial procurando e observando vários déficits de nutrientes que precisaram de suplementação e de adequação na dieta  (de acordo ao sexo, a idade, momento evolutivo, as atividades que realiza, entre muitas outras, que precisam ser consideradas) que a pessoa ortoréxica estava realizando. Com alguns desses pacientes, também foi observada a necessidade de um encaminhamento para uma psicoterapia .

Na prática clínica também, observamos que  em algumas das pacientes  que tiveram um diagnóstico de anorexia nervosa ou bulimia nervosa no passado foi  possível observar a passagem para um quadro com características ortoréxicas antes da sua recuperação. É importante lembrar aqui, que quando um paciente se recupera de um TCA, comenta que está comendo “normal” e sem alimentos proibidos, participando do lado social da alimentação e sendo “flexível”.

Ainda não sabemos qual a prevalência deste distúrbio na população geral, porém alguns grupos foram identificados nos últimos trabalhos científicos. Dentro deles, aparecem os atletas, esportistas, os artistas, os médicos e as nutricionistas.

“Comportamentos nutrológicamente desequilibrados merecem toda a atenção e o aconselhamento alimentar e nutrológico adequado”

 

Suplementos e Esportes

Esportes de resistência conhecidos como esportes de longa duração (triatlon, maratona e ciclismo de estrada por exemplo), têm um gasto calórico muito elevado, diferentemente dos esportes de explosão ou intermitentes, como o futebol, voleibol e basquete.

As suplementações são diferenciadas de acordo com a modalidade do esporte, tanto durante, quanto após o exercício.

Jiu-Jitsu

A alimentação do atleta de jiu-jítsu é muito importante para que lhe seja garantido um bom desempenho nos treinos e competições. A avaliação dos hábitos alimentares e rotinas de treinamento (tanto antes, quanto pós-competição), com uma atenção especial à manutenção do peso, são essenciais. Estes atletas são divididos em categorias de acordo com o seu peso, sexo, idade e faixa (grau).

A suplementação aliada a uma dieta adequada auxilia os atletas a obterem uma recuperação mais rápida, reduz a fadiga e fornece os nutrientes necessários para o seu organismo.

Musculação

A musculação é uma atividade procurada para complementar o trabalho muscular da vários outros esportes. Mas também é muito procurada devido aos resultados estéticos que proporciona, como ganho de massa muscular e emagrecimento.

Para o emagrecimento, a suplementação deve ser feita com o objetivo de aumentarmos a massa magra, reduzindo o percentual de gordura corporal.

Ciclismo

O ciclista precisa de um equilíbrio no consumo de carboidrato, proteínas, vitaminas e sais minerais. Não podemos confundir o ciclista de alto rendimento com o ciclista que utiliza sua bicicleta como forma de lazer. A hidratação é fundamental em ambos os casos, porém o ciclista de alto rendimento se beneficiará com uma suplementação após a atividade, evitando o desgaste muscular.

Natação

A natação é um dos esportes mais completos que conhecemos. A sua prática exercita todos os grupamentos musculares e exige muito do nosso organismo.

A natação inclui atletas de resistência e atletas de velocidade. A suplementação será individualizada de acordo com a modalidade esportiva e biotipo do nadador.

Vôlei de Praia

O Voleibol de Praia é um esporte com características físicas intermitentes que usa velocidade, resistência e potência. Por esse motivo, durante os jogos sob alta temperatura, é muito importante uma hidratação adequada para que o risco de hipertermia seja evitado. Além disso, a suplementação para o esporte é importante durante os treinamentos para que não sejam perdidas as características físicas de força, velocidade e potência. Durante os treinamentos, a reposição de eletrólitos não pode ser esquecida. A suplementação proteica é indicada após o exercício.

Estas foram algumas dicas de suplementação. De acordo com a sua atividade física, procure orientação profissional e melhore o seu rendimento!


A Atividade Física tem sido definida como qualquer movimento corporal produzido pela musculatura esquelética que resulte em dispêndio de energia.


Exercício é uma forma de atividade física definida como estruturada, planejada por movimentos corporais com conseqüente melhora ou manutenção da aptidão física.


Aptidão Física é um conjunto de atributos que a pessoa possui ou adquire configurando a habilidade da performance física.



Tipo de Modalidade Esportiva na Avaliação da Nutrologia Esportiva e Medicina no Esporte

Pela metodologia do treinamento esportivo, esportes diferentes têm aspectos bioenergéticos diferentes ( ex: levantamento de peso x natação de fundo), dentro de um programa médico de Nutrologia esportiva cada modalidade de esporte deve ter sua necessidades bioenergéticas ajustadas para melhora da performance física.

A intensidade do exercício é particularmente importante para determinar qual substrato será utilizado para a contração muscular.

Exercícios de alta intensidade e curta duração ( ex: halterofilismo, velocista de 100 metros), utilizam a via anaeróbica para geração de ATP. Como o oxigênio não está disponível pela via anaeróbica, apenas a glicose e o glicogênio podem ser utilizados para gerar energia em forma de ATP, ou seja, quebra do ATP para liberar energia. O organismo porém pode ressintetizar o ATP através da combinação do produto da sua quebra em ADP com um fosfato de alta energia proveniente da fosfocreatina. Quando o glicogênio é utilizado anaeróbicamente, sua taxa de utilização é 18 a 19 vezes mais rápida do que quando utilizada aeróbicamente. Pessoas submetidas a treinos de alta intensidade podem depletar os estoques de glicogênio muscular antes do término da atividade devido à sua alta utilização levando a fadiga, a Nutrologia esportiva tem o papel de corrigir e otimizar o processo de liberação de energia aneróbica.

Exercícios de intensidade baixa a moderada intensidade (ex: caminhadas longas, jogging, ciclismo e dança aeróbica) são completamente abastecidos pela via aeróbia. A via aeróbica também pode fornecer ATP através da metabolização das gorduras e proteínas. O processo de quebra de gordura para geração de ATP é chamado em termos médicos e nutrológicos de beta-oxidação de ácidos graxos derivados da lipólise. Na via aeróbica as proteínas também podem ser utilizados para geração de ATP (energia) em um processo bioquímico conhecido como catabolização das proteínas em Acetil-CoA. O metabolismo aeróbico é limitado pela disponibilidade de substratos e coenzimas. Na Nutrologia Esportiva o aumento da resistência ao exercício aeróbico por ser otimizado.

Existem modalidade esportivas que utilizam tanto a via anaeróbica quanto a via aeróbica como o tênis por exemplo, no momento do saque ou um sprint para pegar uma bola pode exigir a via anaeróbica embora em certos momentos utilize a via aeróbica de menor intensidade para simplesmente defender um saque. Outro exemplo de modalidade esportiva que combina aeróbico como anaeróbico é o futebol, pois em certos momentos é necessário o sprint ( anaeróbico) para ir em direção ao gol, embora certos momentos é necessário somente acompanhar a bola com um corrida leve (aeróbico). O Médico, o Nutrólogo do esporte poderá avaliar como disponibilizar estes substratos corretamente dependendo da sua modalidade esportiva.



Resultados possíveis com a Nutrologia Esportiva:

Diminuição do risco de doenças da idade
Aumento da vitalidade física e sexual
Melhora da memória
Melhora do sono
Aumento do tônus muscular
Perda de gordura corporal
Melhora da performance esportiva

Obs: Não existe garantia de resultado pois todo tratamento médico depende da variabilidade genética bioquímica individual além do empenho do paciente em seguir as orientações de maneira correta.

Componentes do programa de Nutrologia Esportiva:

Suplementos Esportivos
Terapia hormonal (quando clinicamente e laboratorialmente indicado)
Plano de exercício simplificado
Prescrição de medicação (quando indicado)
Acompanhamento das mudanças físicas e laboratoriais do paciente


As dimensões corporais do atletas, refletem a a boa forma do atleta tanto em proporcionalidade como na sua composição corporal muscular e de gordura, e são determinantes do potencial para o sucesso na carreira esportiva.


Avaliação Bioquímica e Hormonal na Nutrologia Esportiva e Medicina no Esporte

Os marcadores bioquímicos podem ajudar na avaliação funcional do rendimento físico do esportista. A depleção de vitaminas, minerais e queda de hormônios que regulam a atividade anabólica muscular, podem refletir o estado nutrológico em desequilíbrio com a demanda esportiva.

É estabelecido que a diminuição e conseqüente deficiência de vitaminas e minerais afeta o desempenho físico do atleta. Atletas envolvidos em treinamento intenso podem necessitar de algumas vitaminas envolvidas na produção de ATP tais como vitamina B1, B2, B6 entre outras.

Algumas modalidade esportivas exigem suplementos voltados para a Hipertrofia Muscular, nesta categoria podemos citar o Beta-Hidroxi-B-Metil-Butirato (HMB), os Pró-Hormônios, os aminoácidos de cadeia ramificada (BCCA), os aminoácidos essenciais, a glutamina, as proteínas, os pós-hipercalóricos/e ou barras e bebidas fortificadas com proteínas e outros substâncias.

Os hormônios anabolizantes (ex: hormônio do crescimento, DHEA e testosterona são importantes para a síntese protéica muscular. As concentrações basais dos hormônio anabolizantes e catabolizantes, permitem avaliar o balanço anabólico (ganho de massa muscular)/ catabólico (perda de massa muscular) no qual encontra-se o atleta. Elevações do catabolismo indicam depleção protéica muscular com consequente queda do rendimento esportivo. O equilíbrio dos hormônios anabólicos e catabólicos devem ser estudados para melhor rendimento do esportista.

Tratamento Nutrológico para a Nutrologia Esportiva e Medicina no Esporte

A estudo nutrológico no esporte e consequente tratamento personalizado pode otimizar o desempenho físico durante os treinos e competições. Além de ajudar a prevenir lesões, melhora a recuperação pós-exercício, mantém o peso corporal adequado e promove qualidade de vida.

Os suplementos podem causar danos à saúde?

O problema é o consumo desses produtos por quem não precisa deles – ou precisa, mas consome sem prescrição médica. Muitos tomam suplementos buscando ganhar massa muscular e perder gordura, que não são a finalidade do produto, outros combinam o uso de vários suplementos trazendo sobrecarga para o organismo.

Consumir os suplementos de modo inadequado, abusivo e/ou não se alimentar corretamente esperando que os suplementos dêem conta do recado são atitudes que podem causar sérios problemas de saúde.

Vitaminas e minerais: vitaminas como a A e a D, se utilizadas sem controle médico, têm tendência a se acumular no organismo, causando intoxicação, problemas gastrointestinais e neurológicos. Já a vitamina C em excesso aumenta os riscos de cálculos nos rins.

Proteínas e aminoácidos: aumentam os níveis de ácido úrico no corpo e também as gorduras localizadas. Além disso, podem causar sobrecarga nos rins.

Hipercalóricos: podem ocasionar ganho de peso, se consumidos em excesso.

Termogênicos: são suplementos alimentares que aumentam a nossa taxa metabólica basal.Mais chocante do que perceber que realmente as pessoas não têm paciência pra arrumar a alimentação e esperar os efeitos do exercício, talvez seja ver VENDEDORES de lojas de suplementos recomendando esses negócios, sem ter a menor noção de como isso atua no nosso corpo. De fato, substâncias que aceleram o nosso metabolismo existem e são usados pela humanidade há séculos.

* Os 5 efeitos colaterais dos termogênicos:

1 – Dores de cabeça: uma vez acostumado a tomar, provavelmente terá dores de cabeça quando resolver parar.

2 – Problemas cardiovasculares: palpitações, pressão arterial alta ou até um ataque cardíaco.

3 – Avalanche emocional: os termogênicos podem levar da euforia à depressão rapidamente. Irritações ficam mais freqüentes. Pessoas ansiosas, depressivas ou com transtorno bipolar são mais suscetíveis a esses efeitos colaterais específicos.

4 – Fragilidade do sistema imunológico: a imunidade fica prejudicada basicamente como conseqüência da irregularidade no sono que os termogênicos causam. Não dormir pode deixar doente!

5 – Problemas gastrointestinais: náusea, diarréia, flatulência e até câimbras podem advir de excesso de termogênicos.

Creatina: essa substância retém água e toxinas, causando inchaço, além de sobrecarregar o rim se o uso for contínuo.

Portanto, se houver necessidade de usar suplementos, não se esqueça: deve-se sempre procurar um médico ou nutricionista, para que este elabore um plano alimentar e oriente sobre o uso correto do produto.

Você já leu, em várias matérias, os benefícios e possíveis malefícios de vários suplementos alimentares, mas talvez uma dúvida tenha ficado no ar: qual a grande diferença entre os suplementos e os esteróides anabolizantes? Para que você não fique com dúvidas e muito menos compre gato por lebre, não deixe de ler o texto abaixo.

Os esteróides anabolizantes têm ação hormonal, o que prejudica o perfeito funcionamento glandular do usuário, podendo trazer sérias complicações da saúde. Em contrapartida, os suplementos se utilizados corretamente e indicados de forma adequada por um especialista poderão proporcionar um perfeito equilíbrio no organismo do atleta, além de melhorar sua performance nos exercícios.

Há casos que as pessoas precisam tomar anabolizantes, mas somente quando estão com baixas taxas de hormônio ou em pacientes com grande perda de massa muscular devido a doenças debilitantes, como por exemplo, alguns tipos de câncer. É claro que as dosagens e o tempo em que a pessoa ficará tomando o hormônio, só poderá ser prescrito pelo médico. Caso você esteja pensando em tomar anabolizantes por conta própria, preste atenção na lista de efeitos colaterais abaixo para tirar de uma vez por todas essa idéia da cabeça:

ANABOLIZANTES

·         Retenção excessiva de líquidos

·        Lesões hepáticas desde as leves alterações das enzimas hepáticas passando pela esteatose hepática até a cirrose hepática e em casos mais graves, o câncer de fígado

·        Lesões renais

·        Hipertensão arterial

·       Alterações do humor e da personalidade (ansiedade, agressividade, etc)

·       Ginecomastia (aumento das mamas no homem) inclusive com o aparecimento de nódulos dolorosos e risco de câncer de mama, que em homem é gravíssimo

·       Diminuição da espermatogênese (produção de espermatozóides) que pode ser parcial ou total (esterilidade definitiva).

·       Redução da atividade hormonal testicular, com atrofia dos mesmos, que se tornam pequenos, duros e indolores

·        Também fica prejudicada a produção dos hormônios gonadotróficos (LH e FSH) produzidos pela glândula hipófise.

·         Calvície precoce

·         Aumento de seborréia

·         Aumento precoce da próstata

Estas alterações são observadas em homens. Já nas mulheres, além das mencionadas acima, pode-se acrescentar:

·         Severas alterações menstruais

·         Queda de cabelos levando até a calvície total

·         Excesso de oleosidade da pele

·         Acne severa

·         Dilatação dos poros, especialmente dos da face, do colo e das costas

·         Aparecimento de hirsutismo (pelos na face, como barba e bigode)

·       Aparecimento de pêlos no corpo de distribuição típica masculina inclusive pubiana

·         Perda do aspecto feminino de gordura corporal

·         Atrofia mamária

·         Crescimento irreversível do clitóris

·        Mudança da voz, ficando inicialmente “pastosa e anasalada” e nos casos mais severos, grave como a dos homens.

Não há riscos de se tomar suplementos alimentares, desde que a pessoa esteja sendo acompanhada por um médico. Por exemplo se o cálcio estiver normal e você tomar comprimidos com cálcio poderá aparecer pedra nos rins ou vesícula biliar.

 

 

Embora a relação entre o uso abusivo dos esteróides e o câncer de fígado não esteja confirmada, a suspeita tem fundamento, pois a utilização dessas substâncias sem orientação pode causar lesões graves e até tumores no órgão.

 

Os anabolizantes são tóxicos para as células do fígado e podem provocar um processo inflamatório nelas.

 

Na maioria dos casos, as doenças evoluem sem manifestar sintomas. Assim, o uso de substâncias para ganho de massa muscular continua indiscriminadamente, o que piora cada vez mais a situação.

 

Os anabolizantes atuam aumentando a síntese de proteínas no corpo. Alguns são derivados da testosterona. O fígado sofre mais com a Metiltestosterona, um esteróide de uso oral, que causa desde cistos até tumores no fígado. Assim, o uso deles só pode ser feito em casos específicos, quando há indicação, como para pacientes de doenças graves com grande perda de massa muscular. Se a pessoa já tem o fígado sobrecarregado, o risco de desenvolver doenças é ainda.

 

 

 

 

 

 

 

Por isso, se algum dia você fez uso de anabolizantes ou se ainda o faz, procure imediatamente um Médico para avaliar se houve alguma lesão em seu organismo e tratar o mais rápido possível. Não vale a pena acabar com todo o seu organismo só para ter um corpo musculoso. Com os exercícios certos, você poderá chegar ao corpo que tanto deseja e sem nenhuma complicação. É a velha máxima: "Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa!"

Definição de Energia

                             

É a capacidade de realizar um trabalho. A produção de energia a partir da queima de substâncias presentes nos alimentos (carboidratos, gorduras e proteínas) ocorre na mitocôndria através do Ciclo de Krebs. Juntamente com esse ciclo acontece a fosforilação oxidativa que culmina na formação do ATP (trifosfato de adenosina, que é a molécula transportadora de energia biológica), e também formação de radicais livres. Quanto mais ativo esse processo, maior é a produção de radicais livres, portanto, os praticantes regulares de exercícios necessitam de uma proteção oxidante extra.

 

Os estudos recentes nessa área mostram que:

 

   A suplementação de vitamina E (400UI/dia) aumenta a resistência física em grandes altitudes

 

  A suplementação de 6g/dia de L-Tirosina melhora o desempenho físico-mental em grandes altitudes (condições de hipóxia), porém essa suplementação é contra indicada em hipertensos e em pessoas que utilizam antidepressivos do tipo inibidores da MAO

 

  Em geral, os atletas necessitam de uma quantidade maior de Vit B12, enquanto que os atletas de resistência necessitam de uma ingestão adequada de Magnésio

 

  Os corredores de longas distâncias devem adicionar de 10 a 15 mg de Ferro em seus suplementos a fim de evitar a deficiência deste mineral

 

  Os radicais livres são responsáveis pelo declínio do desempenho atlético além da decadência fisiológica do organismo

 

  A incidência de gripes e resfriados é maior nos atletas que se exercitam em áreas poluídas(provavelmente decorrente do aumento da produção de radicais livres de oxigênio causado por poluentes)

 

  Exercícios de resistência exigem reposição de carboidratos, sendo os polímeros de glicose a melhor fonte de carboidratos, também conhecidos como Maltodextrina.

 

Uma vez que a formação dos radicais livres e as conseqüentes reações oxidativas indesejáveis, é causada pelos próprios processos metabólicos naturais do organismo, a suplementação com oligoelementos e vitaminas se torna essencial na manutenção da saúde e da boa forma. Quanto à reposição de líquidos, o ideal é água pura, e no caso de atletas de resistência, a adição de Maltodextrina à água é uma boa fonte de carboidratos.

 

Existem substâncias chamadas liberadores do Hormônio de Crescimento (GH), que atuam na hipófise. Acredita-se que esse hormônio, uma vez na corrente sanguínea, estimule a queima de gordura e o desenvolvimento da musculatura. É importante saber que os períodos de maior liberação desse hormônio são durante o treino (especialmente em hipoglicemia) e durante o sono, nesta ordem. Portanto o ideal é que a ingestão dos suplementos seja ao deitar e somente com água (evitar leite, sucos ou vitaminas) e com o estômago vazio com um intervalo de pelo menos 2 horas de qualquer consumo de proteínas ou outros suplementos a base de aminoácidos.

 

Três aminoácidos têm papel fundamental na composição do músculo: L-Leucina, L-Isoleucina e L-Valina, os chamados aminoácidos de cadeia ramificada ou BCAA.

 

Um detalhe pouco difundido, mas importante, é que o músculo também “queima” como combustível na produção de energia, especialmente o aminoácido L-Leucina, principalmente quando a atividade muscular é intensa. Esta é a razão pela qual muitos atletas sem orientação treinam pesado todos os dias, e ao invés de ganhar massa muscular acabam perdendo-a.

 

As pesquisas recentes alertam que o momento ideal para a suplementação de aminoácidos e carboidratos é durante a atividade física (principalmente os exercícios com peso), pois a demanda é proporcional à intensidade do exercício praticado, e a melhor forma de administração é a de aminoácidos livres (e não na forma de proteínas pré-digeridas, como a maioria dos suplementos de aminoácidos comercializados) assim como a associação de glicose, pois esta estimula a liberação de insulina, o que favorece não só a entrada da glicose na célula, mas também a de aminoácidos.

 

Esses estudos contribuem para a mudança de técnicas de suplementação e a utilização de produtos mais modernos (shakes) estabelecendo assim a assimilação, distribuição e manifestação dos efeitos e interação entre compostos de uma fórmula que visam desenvolver a musculatura e queimar gordura garantindo melhores resultados.

 

 

Suplementos mais utilizados

 

 

Aminoácidos 

 

No âmbito esportivo, os aminoácidos mais utilizados como suplementos nutricionais para melhora da performance são os aminoácidos de cadeia ramificada, também denominados BCAA (Branched Chain Amino Acids) que compreendem a Leucina (que forma Acetil CoA), Isoleucina e Valina (que gera succinato no ciclo de Krebs). Estes são lançados na corrente sangüínea pelo fígado em decorrência da queda da glicemia. A Glutamina, outro aminoácido importante, é metabolizado nas células intestinais e volta a fornecer energia. Estudos de Brouns (1989) e Friedman (1989) falam sobre a necessidade maior de aminoácidos em exercícios de alta intensidade, o mesmo não sendo observado em exercícios de intensidade moderada. Alguns estudos [Brooks (1981), Lemon (1982), Babij e cols. (1983)] correlacionaram diretamente a oxidação dos aminoácidos com a intensidade do exercício, tendo como mecanismo responsável a ativação da BCAA – desidrogenase decorrente do nível de esforço durante atividade física.

 

Pesquisas realizadas em atletas de alto rendimento durante exercícios prolongados e extenuantes – ciclistas durante o Tour da França – constataram a necessidade protéica de 1,2-1,4 grama/Kg para a manutenção do balanço nitrogenado positivo. Na prática diária, para atletas de elite em trabalhos de carga máxima e aeróbica a ingestão protéica ideal é de 2 – 2,5 gramas/Kg.

 

Whey Protein

Whey Protein é a proteína do soro do leite extraída durante o processo de transformação do leite em queijo.

As principais vantagens de fazer o uso de Whey Protein ao invés de outras fontes de proteínas, seriam elas:

Maior valor biológico (VB 100), para se ter uma idéia, o valor biológico do frango está em 79, do peixe 83, carne vermelha 80, ovos de 88 á 100 e laticínios como o leite e queijo chegam a 80 o seu valor biológico, e que também seriam essas, outras fontes de proteínas indicas para consumo;

Outro fator importante da Whey Protein, é a alta concentração de Glutamina e BCAA, e com um relevante a mais, já que comparando grama a grama a Whey Protein com outras fontes de proteína, ela é a que fornece mais aminoácidos essenciais para o corpo, sem a adição de colesterol e gordura.

Tipos de Whey Protein:

Como a Whey Protein é extraída do soro leite, o teor de água ainda é muito grande, chegando a representar 93 a 95% do que foi retirado e apenas 0,7 a 1,2% de proteínas, um valor muito baixo ainda. Para isso é necessário passar pelo processo de microfiltração e ultrafiltração através de precipitação por ácidos ou bases, com troca iônica ou separação por membranas, resultando em uma maior concentração de proteínas. O que vai resultar em 3 tipos de Whey Protein:

Whey Protein Concentrada: Uma opção mais em conta financeiramente falando, já que o custo para elaboração dessa Whey é mais barato, pois ela passa apenas pelo processo leve de filtragem, citandos anteriormente como Microfiltração e Ultrafiltração. Resultando em 70 a 80% de proteínas e dividindo o resto entre carboidratos e gorduras. Ainda sim essas Whey Protein contém grande quantidades de BCCAs, glutaminas além de a maior parte das frações peptídicas serem mantidas. Essas partículas são responsáveis por muitas funções do nosso organismo e melhoram nossa imunidade já que possuem ações antioxidantes.

Whey Protein Isolada: Sua concentração de proteínas é muito maior se comparada a Whey Protein concentrada, pelo fato de passar por um processo de filtragem muito maior e sofrer troca iônica. Resultando em até 95% de proteínas, em algumas marcas de Whey chega a ser zero a quantidade de carboidratos e gordura. Uma ótima opção para quem está em dieta de redução calórica, visando emagrecer ou definir.

Whey Protein Hidrolisada: Além de passar por uma filtragem minucioso, esse tipo de Whey Protein passa por um processo conhecido como hidrólise, onde é feita a quebra das cadeias proteicas em fragmentos menores de peptídeos. O que facilita e torna ainda mais rápido a absorção desse tipo de Whey Protein pelo organismo.

Grande parte das Whey Protein de qualidade contém em sua composição esses 3 tipos de Whey Protein: Concentrada (WPC) Isolada (WPI) e Hidrolisada (WPH), fornecendo a mais pura proteína de qualidade ao seu consumidor.

Efeitos e Benefícios:

Promove maior retenção de nitrogênio (fator de crescimento muscular).
A Whey também possui ação antioxidante, fortalece o sistema imunológico e reduz sintomas de overtraining.
E outro fator que é essencial na Whey Protein, é sua rápida absorção, e acho isso de fundamental importância para quem faz uso dessa proteína para hipertrofia na musculação. Pois logo após o treino, abrimos o que é chamada de “janela de oportunidades” onde o músculo está mais receptivo a nutrientes, proporcionando um alto grau de absorção de proteína, aminoácidos… Garantindo com isso um perfeito ambiente anabólico, já que ela por si só, já aumenta a síntese protéica, e imagine depois de um treino intenso.

Como tomar:
Depois do treino, outro horário mais indicado para se tomar a Whey Protein, é quando acordamos, já que passamos um grande período de tempo sem se alimentar, e o catabolismo é certo, então nada melhor do que a Whey Protein e sua rápida absorção.

Para hipertrofia, o mais indicado, tomar a Whey no pós-treino junto com a dextrose, já que o carboidrato ajuda no transporte de nutrientes para dentro das células, sejam as proteínas, creatina, BCAAs e glutamina. Graças ao pico de insulina causado pelo alto índice glicêmico desse carboidrato.

Então seja simples na hora de preparar o seu shake, misture dentro dele com 200 ml de água, 30 a 40 gr de Whey Protein com maltodextrina/dextrose (visitando os artigos eu informo a quantidade a ser colocada desses 2 suplementos para não cometer erros). Caso esteja tomando Creatina, misture nesse shake citado no pós treino.


Whey Protein engorda ou emagrece?

E pra quem acha que a Whey Protein é usada apenas para dietas de ganhos musculares, engana-se, porque ela é indicada também para quem quer emagrecer, sem perder massa magra. Pois ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue, saciando a fome mais rápida do que outras proteínas. Mas se não tiver controle, a Whey pode engordar.

 

Ácido Glutâmico, Gaba e Glutamina

 

Esse trio de aminoácidos é fundamental para o metabolismo cerebral. O Ácido Glutâmico é um neurotransmissor estimulante das funções cerebrais e precursor da Glutationa. O GABA atua controlando os estímulos elétricos do SNC e a Glutamina exerce várias funções, entre elas, o transporte de amônia sendo também precursora da Glutationa.

 

Pesquisas demonstraram que a Glutamina é o maior destaque entre os chamados aminoácidos anti-catabólicos, combatendo a perda da massa muscular durante a atividade física, além do seu efeito estimulante do sistema imunológico.



Beta-alanina (ou β-alanina)

É um beta-aminoácido, isômero de posição da alanina. Ocorre naturalmente, sendo um aminoácido no qual o grupo amino encontra-se na posição β do grupo carboxilato (i.e., dois átomos sao afastados. .

A β-alanina não é usada na biossíntese de qualquer proteína ou enzima importante. É formada in vivo pela degradação de diidrouracila e carnosina. É um componente dos peptídeos carnosina e anserina, que ocorrem naturalmente e também do ácido pantotênico (vitamina B5), o qual é um componente da coenzima A. sob condições normais, β-alanina é metabolizada em ácido acético.

β-alanina é o precursor limitante de taxa da carnosina, o que significa dizer que os níveis de carnosina estão limitadas pela quantidade de β-alanina disponível. A suplementação com β-alanina tem sido evidenciada como propiciando o aumento da concentração de carnosina nos músculos, reduzindo a fadiga em atletas e aumentando o trabalho muscular total realizado.

Aumenta a resistência anaeróbica do músculo:

Um estudo publicado no “Medicine and Science in Sports and Exercise” em dezembro de 2009 concluiu que a suplementação com beta-alanina aumenta a concentração de carnosina, podendo aumentar o potencial da performance durante exercícios de alta-intensidade. Os pesquisadores também descobriram que o limiar anaeróbico e o tempo para exaustão, também podem ser aumentados.
Aumentar a Capacidade nos Exercícios

A beta-alanina pode aumentar a capacidade nos exercícios, ou seja, pode-se treinar mais pesado e por mais tempo. De acordo com um estudo publicado em 20 de dezembro de 2009, a elevação de carnosina através de suplementação com beta-alanina pode aumentar diretamente a intensidade e performance nos treinos. Em outro estudo publicado no “International Journal of Sports Medicine” em 2008, mostrou que 4 semanas de suplementação com este suplemento pode aumentar significativamente a resistência muscular durante o treinamento com pesos. Em mais um estudo publicado em 2006, foi concluído que o uso de beta-alanina atrasa a fadiga neuro-muscular.

Aumentar a resistência aeróbica:

A suplementação com esta substância também pode aumentar a resistência em atividades aeróbicas. Pesquisadores investigaram o efeito do suplemento em ciclistas, medindo a capacidade dos atletas no fim de uma corrida de ciclismo. Eles descobriram que quando comparado com um placebo, os ciclistas que usou beta-alanina teve um aumento significativa na performance.

Aumento de massa muscular:

Como já vimos acima, o uso de beta-alanina pode aumentar os níveis de carnosina nos músculos. Pesquisas mostram que este aumento é diretamente responsável pelo aumento de massa muscular, força e explosão nos exercícios.


L-Carnosina

L-Carnosina ou Beta-alanil-L-histidina, é um dipeptídeo(molécula formada por dois aminoácidos), produzida
normalmente pelo corpo humano, mas que diminui significativamente com o envelhecimento.Todos os órgãos
possuem carnosina, mas o cérebro e os músculos são especialmente ricos nesta molécula.

Hidrossolúvel, que foi descoberta em 1900 na Rússia, está presente nos músculos esqueléticos (tanto nas
fibras do tipo I quanto nas fibras do tipo II) e no cérebro.


É sintetizado no cérebro, rins, estômago, bulbo e em maior quantidade no músculo esquelético, a partir dos
aminoácidos Beta-alanina e Histidina.


Apesar da carnosina não estar envolvido na via metabólica do ATP para geração de energia esse dipeptídeo
tem importante papel na homeostase da contração muscular, principalmente durante as altas taxas de fornecimento
de energia anaeróbica.

Tem como principal função no músculo esquelético de melhorar a recuperação muscular, atrasando o aparecimento da fadiga
.

Carnosina é um buffer. Ele neutraliza os íons de hidrogênio que se acumulam no duro trabalho dos músculos. Se a concentração de íons de hidrogênio fica muito alta, as fibras musculares fadigam bem rápido.
Então, mais carnosina em suas células musculares significa mais intensidade maior no seu treino (levantamento de pesos e sessões de formação mais eficazes) e menos fadiga.

Apresenta potente ação anti-oxidante, anti radicais aldeídos alfa-beta insaturados (formados em decorrência da lipoperoxidação das membranas), contra a glicação das proteínas (ligação de carboidratos às moléculas
de proteínas com alteração da sua forma e função e estabelecimento de ligações irregulares entre si) e capacidade de permitir que a célula ultrapasse o limite de Haiflick (número máximo de divisão regulado pelo tamanho do telômero), fatos que a tornam uma das substâncias mais importantes na atualidade contra o envelhecimento.

As pesquisas cientificas tem demonstrado efeito ergogênico da suplementação em atividades intermitentes ou anaeróbias (alta intensidade e curta duração). Exercício com duração de 60-240 segundos são os mais beneficiados.
O efeito sobre o desempenho esportivo é proporcional ao conteúdo de carnosina muscular. Ou seja, quanto maior o conteúdo de carnosina, maior o desempenho. Ainda não se sabe se o treinamento pode aumentar o conteúdo de carnosina intramuscular. Porém, sabe-se que a capacidade tamponante do músculo aumenta em função do treinamento. Dessa forma, indivíduos altamente treinados são menos responsivos a suplementação.

INDICAÇÕES PRINCIPAIS
: como antioxidante, anti-aging e estimulante da performance atlética.

Ações:

•Importante ação contra radicais livres, em especial o radical hidroxila.
•Protege contra as ações danosas do malondialdeído (MDA) formado pela peroxidação das membranas.
•Ação desglicante, por meio da conversão dos AGEs (que normalmente são estáveis porque a reação que os produz é irreversível) em glicosilamina, uma molécula da fase inicial da glicação e que pode ser revertida, restaurando a molécula protéica original.
•Protetor cerebral contra a glicação, contra as ligações cruzadas, contra os radicais livres e contra a excitotoxicidade (degradação da célula por excesso de estímulo).
•Multiplica por seis a capacidade antioxidante da superóxido dismutase (SOD) quando presente, sendo responsável, neste caso, pela redução de quase 90% da peroxidação das membranas.
•Protetor neuronal contra a formação de proteína beta-amilóide (comum na doença de Alzheimer).
•Protege as membranas celulares contra a peroxidação lipídica.
•Aumenta a longevidade das células senescentes (velhas) por ampliar a capacidade de se dividirem, aumento este que em experiências controladas chegou a ser da ordem de 67%.
•Amplia a expectativa de vida (em testes com animais ampliou em mais de 20% a expectativa de vida).
•Protege a pele contra a ação dos radicais livres, dos raios ultravioleta, da glicação e evita as ligações cruzadas do colágeno; mantém a pele firme, elástica, hidratada e diminui as rugas e a flacidez.
•Atua como um tamponante (neutralisador) dos íons de hidrogênio produzidos durante os exercícios, em decorrência da elevada produção de ácidos, mantendo assim o pH estabilizado e ampliando a resposta e a capacidade de realização de exercícios tanto aeróbicos como resistivos.

Recomenda-se o uso conjunto com vitamina C e vitamina E.

 

Creatina - Fosfato

 

A Creatina-Fosfato é um peptídeo composto pelos três aminoácidos L-Arginina, L-Metionina e L-Glicina, que ocorre naturalmente no organismo humano e que tem a finalidade específica de construir uma reserva energética altamente concentrada para uso imediato (prazo de latência igual a zero). O Sistema ATP-CP ou sistema Anaeróbico Alático, é uma das formas de geração de energia para o trabalho muscular em regime anaeróbico, com quatro características peculiares:

 

1.Sem tempo de latência,

2.Sem formação de Ácido Lático, 3.Sem formação de ATP,

4. Potência explosiva incomparável, 2 vezes a do sistema anaeróbico lático e 3 vezes a do sistema aeróbico.

 

O suplemento de Creatina reforça a concentração de Creatina e Fosfocreatina muscular, proporcionando alta síntese de ATP, resultando em um retardo do aparecimento da fadiga muscular e facilitando a recuperação muscular durante repetidas séries de exercícios de alta intensidade. Descobriu-se que a Creatina é mais efetiva na obtenção de energia para atletas que praticam atividades de alta intensidade. Favorece a resistência e a potência da performance, levando a uma extensão do número de repetições de movimentos e maior força muscular.

 

Glicina

 Aminoácido não essencial de menor cadeia carbônica. A Glicina aumenta significativamente os níveis plasmáticos de Hormônio do Crescimento e é importante na produção da glutationa reduzida.

 

 

HMB

 

É um metabólito do aminoácido Leucina que diminui o catabolismo proteico. Estudos bioquímicos têm mostrado que o HMB é um precursor do colesterol. No citosol das células do fígado e músculo, é primeiramente convertido em B-hidroxi-B-etilglutarato-Co-A (HMG-CoA ) que pode, então, ser transformado em colesterol.

 

A utilização de lipídeos de membrana para a síntese de HMG-CoA e consequentemente do colesterol, danifica a célula. A suplementação com HMB é, então, uma fonte conveniente de HMG-CoA nestas células. Seu efeito protetor é medido pela diminuição dos danos ao músculo evidenciado pelo extravazamento da creatina fosfoquinase (CPK) para o exterior das células.

Sendo assim é muito utilizado para ampliar positivamente a performance relacionada ao exercício, aumentar a massa muscular e reduzir a gordura do corpo.

 

L - Alanina           

Está relacionada ao metabolismo da glicose. Aminoácido importante para a preservação da massa muscular. A Alanina tem também a capacidade de prevenir a “queima” da proteína muscular.

 

L - Arginina

 

É importante no ciclo da uréia, detoxificação de amônia, liberação do Hormônio do Crescimento (através da estimulação da hipófise), aumento da resposta imunológica celular e produção de colágeno, elastina e tecido cartilaginoso.

 

 

L - Carnitina

 

A L-Carnitina é sintetizada no corpo humano, principalmente no fígado e nos rins a partir de aminoácidos essenciais, a Lisina e a Metionina. Três vitaminas: Niacina, B6 e C, assim como o Ferro, participam dessa síntese. A L-Carnitina é necessária para o transporte dos ácidos graxos de cadeia longa até a mitocôndria. Os ácidos graxos são as principais fontes de produção de energia no músculo cardíaco e esquelético, estruturas particularmente vulneráveis à deficiência deste aminoácido.

 

 

L - Cisteína

 

É um dos aminoácidos que contém enxofre em uma forma que inativa os radicais livres preservando as células.

 

A Cisteína é um precursor da glutationa, um tripeptídeo antioxidante que segundo alguns estudos, protege o corpo contra vários poluentes

 

 L - Cistina

 

Aminoácido conhecido como forma estável do enxofre endógeno, que contém a Cisteína, um aminoácido sulfurado hidrossolúvel. É uma das principais fontes de enxofre orgânico.

 

 

L - Histidina

 A Histidina é o principal precursor de histamina no organismo, agente quelante de metal pesado.

 

 

L - Leucina, L - Isoleucina, L - Valina

 

A Leucina, Isoleucina e a Valina são aminoácidos essenciais da categoria dos aminoácidos de cadeia ramificada. Adeptos da musculação utilizam-no como anabólico e energizadores. São essenciais na dieta e melhoram o metabolismo muscular, especialmente a Leucina. Estimulam a síntese de proteína diretamente no músculo.

 

L - Lisina

 

A Lisina é um aminoácido essencial obtido através da alimentação ou suplementação. Quando associada a Arginina, ajuda no desenvolvimento da massa muscular. Essa alegação baseia-se em um estudo que demonstrou um efeito significativo na liberação do Hormônio do Crescimento. A Lisina é um aminoácido chave na constituição da Meromiosina de Cadeia Pesada, fração da proteína muscular mais diretamente envolvida no processo de contração muscular. Atua também no transporte de ácidos graxos através da mitocôndria.

 

 

L - Metionina

 

Aminoácido contendo enxofre. Lipotrópico, quelante de metais pesados e precursor de Cisteína e Cistina. Participa da síntese de Colina, sendo um poderoso varredor de radicais livres.

 

 

L - Ornitina

 

A Ornitina possui muitas propriedades semelhantes a Arginina. Também é capaz de estimular a liberação do Hormônio do Crescimento, aumentando o peso e a atividade da glândula Timo, possivelmente aperfeiçoando a resposta imunológica nesse processo.

 

 

L - Tirosina

 

Aminoácido utilizado em situações de estresse. Atua na formação de adrenalina, Tiroxina e Melanina. É também precursor de catecolaminas.

 

 

L - Treonina 

 

É um aminoácido essencial ainda pouco conhecido no que diz respeito aos seus papeis biológicos. Está relacionado ao sistema imunológico (aumento do Timo e melhora da produção de imunoglobulinas). Estimula a absorção de nutrientes e atua como fator lipotrópico.

 

N - Acetilcisteína

 

É um importante antioxidante, derivado não tóxico do aminoácido L-Cisteína e um precursor da glutationa reduzida (GSH). Tanto a GSH, L-Cisteína e a NAC são substâncias sulfidrílicas que desempenham importante função na defesa tecidual porém, possui biodisponibilidade superior a esses 2 elementos. É bem tolerada e absorvida a nível intestinal resistindo à ação enzimática. Possui maior estabilidade que a L-Cisteína.

 

Prolina e Hidroxiprolina

 São aminoácidos não essenciais de importância vital para a formação do colágeno.

 

Dimetilglicina

 

É uma substância ergogênica que melhora a produção de energia e o aproveitamento do oxigênio. Melhora também o trabalho e o desempenho de atletas em termos de vigor físico e recuperação. Diminui o acúmulo de Ácido Lático no organismo e aumenta os níveis de ATP.

 

 

 

Vitaminas e Minerais

 

Ácido Pantotênico (Vitamina B5)

 

O Ácido Pantotênico desempenha inúmeras funções metabólicas essenciais ao corpo humano, incluindo a biossíntese dos hormônios esteróides e formação de acetilcolina.

 

Resultados de estudos revelam que a suplementação de Ácido Pantotêmico melhora o desempenho de corredores de longa distância reduzindo o consumo de oxigênio em 8% e a produção de Ácido Lático em 17%.

 

 

Biotina (vitamina H - Coenzima R)

 

È uma vitamina hidrossolúvel do Complexo B e funciona como co-fator nas reações de carboxilase que fazem parte da síntese de ácidos graxos, nucleotídeos purina (envolvidos na síntese de ácido nucléico e na formação da molécula de ATP) e no metabolismo das cadeias de aminoácidos. Tem uma atividade antioxidante importante. Pesquisadores observaram que normalmente os atletas apresentam níveis reduzidos de Biotina e que a suplementação melhora o desempenho. É importante no metabolismo das cadeias dos aminoácidos Valina, Isoleucina e Leucina.

 

 

Boro

 

O Boro tem capacidade de aportar grupos hidroxila (não radicais) que permitem a formação de Hormônios esteroidais. Estes Hormônios estão relacionados com o metabolismo do Cálcio, Fósforo e Magnésio, tanto no metabolismo ósseo como no crescimento muscular. Alguns autores dizem que o Boro tem efeito anabolizante, por isso tem sido utilizado na preparação de atletas. Constitui um oligoelemento específico para a otimização do metabolismo bioenergético.

 

 

Cálcio

 

O Cálcio é essencial para a integridade do sistema muscular e nervoso. Está relacionado à contração muscular e alerta mental; na prevenção de lesões esportivas, como fraturas e no combate ao estresse. Colabora também na produção de energia biológica, o Trifosfato de Adenosina (ATP). É através da hidrólise desta molécula que o organismo obtem energia para a contração muscular.

 

Vitamina D

 

Conhecida como a vitamina do sol e seus efeitos mais diretos na saúde óssea, a vitamina D, vem ganhando notoriedade com seus diversos efeitos na fisiologia humana.

Possuímos a capacidade de produzir a vitamina D, através da exposição de raios ultravioletas e podemos consegui-la da alimentação. A relação direta da vitamina D e cálcio é o principal mecanismo de explicação no controle de gordura corporal. Foi descoberto por pesquisadores que quanto menos vitamina D no sangue, temos maiores concentrações de Paratohormônio (PTH), este possue efeitos de aumentar os estoques de gordura corporal. Com o consumo correto de vitamina D temos boas concentrações de calcio plasmático e este também auxilia na menor produção de cortisol.
 

  • Vitamina D e Aumento Muscular


Existe também relação da vitamina D com os músculos esqueléticos. Por possuir receptores nos musculos, existem trabalhos científicos, mostrando efeitos contra atrofia muscular em pacientes hospitalizados e aumento de força em pacientes acamados. Desta forma, o interesse esportivo também vem ganhado corpo na literatura, na qual já fora demonstrado, que a proliferação de células musculares é estimulada pela vitamina D, bem como ela pode ajudar na recuperação muscular após exercícios extenuantes, por mecanismos nucleares, diminuindo o processo inflamatório que ocorre neste tipo de exercício. Porém, é importante salientar que baixos níveis de vitamina D podem ser encontrados em atletas de alto rendimento, bem como em pessoas fisicamente ativas. Mas se o indivíduo já possui bons níveis da vitamina no plasma, não se pode atribuir melhoras no rendimento somente ao colecalciferol.

Outro mecanismo proposto é que bons níveis de vitamina D está associado a uma manutenção de testosterona plasmática e redução da proteína SHBG (que se liga a testosterona inibindo seu efeito nos tecidos) e redução no cortisol plasmático. Cientistas alemães descobriram que homens com níveis mais altos de vitamina D apresentavam níveis significantemente mais elevados de testosterona.

De forma alimentar, possuímos ótimas fontes de Vitamina D, como peixes, leite e derivados, ovos e vísceras, porém a maioria das melhores fontes possuem elevado teor de gorduras (que melhora absorção por ser uma vitamina lipossoluve) e pela baixa qualidade alimentar que se observa hoje em dia, temos a opção do uso de suplementos específicos de D3. Para garantir bons níveis de vitamina D, bem como seus níveis de testosterona e força muscular, pode-se optar pelas quantidades de 2,000-5,000 unidades internacionais de vitamina D3 por dia às refeições. O nutricionista esportivo consegue observar os níveis da Vitamina D no plasma do atleta e assim dependendo do seu status, pode manipular a dieta e a suplementação dietética para corrigir e ou manter bons níveis plasmáticos.

 

 

Cobre

 

Co-fator para várias enzimas, como por exemplo, a Superóxido Dismutase Citosólica. Associado ao Zinco é essencial para detoxificação do radical livre superóxido. Importante na formação da hemoglobina, do colágeno, na conversão de Tirosina em Melanina e do T3 em T4. Antioxidante importante na inibição da peroxidação lipídica.

 

 

Coenzima Q10

 

Pesquisas demonstraram que a CoQ10 aumenta a produção de ATP e a respiração celular cardíaca, facilitando a contração cardíaca e melhorando a utilização do oxigênio reduzindo o esforço cardíaco.

 

Cromo

 Oligoelemento específico para a otimização do metabolismo bioenergético. Ativa enzimas relacionadas ao metabolismo da glicose, facilitando a ligação da insulina a membrana celular, acelerando o metabolismo de carboidratos. A insulina é importante não somente para o transporte da glicose, mas também de aminoácidos, regulação do metabolismo protéico e síntese protéica, sendo considerado como uma alternativa para os esteróides.

 

Ferro

 

O Ferro possui inúmeros funções no organismo, desde o transporte de oxigênio na hemoglobina, até a participação em mecanismos enzimáticos complexos. Está associado ao transporte de elétrons em várias enzimas, principalmente aquelas ligadas à fosforilação oxidativa e enzimas detoxificadoras de xenobióticos.

 

A fraqueza muscular e a diminuição da tolerância a exercícios são freqüentemente associados à anemia ferropriva. Esses sintomas podem ocorrer quando há deficiência de Ferro e podem ser resolvidos com a reposição desse elemento.

 

Conclui-se que o desempenho muscular (esquelético e cardíaco) depende da disponibilidade adequada de Ferro. A deficiência de Ferro sem anemia é comum entre corredores (ocorre com mais freqüência em mulheres). Essa é freqüentemente a causa da fadiga entre atletas. O Cálcio diminui a disponibilidade de Ferro, enquanto a Vitamina C aumenta. 

 

Fósforo

Sob a forma de fosfato é essencial para os processos de mineralização e estrutura óssea, assim como nos processos biológicos de produção de energia.

 

A suplementação de fosfato aumenta a resistência do atleta e lhe proporciona vantagem competitiva.

 

Inositol

 

Antioxidante para uso interno. Tem sido utilizado no tratamento de distúrbios obsessivos compulsivos por melhorar a neurotransmissão, bem como a contração muscular.

 

 

Magnésio

É necessário nos principais processos biológicos, inclusive o metabolismo da glicose, na produção de energia celular e na síntese de ácidos nucléicos e proteínas. É importante também para a estabilidade elétrica das células, manutenção da integridade da membrana, contração muscular, condução nervosa e controle do tônus vascular. Está biologicamente associado ao Cálcio.

O Magnésio e o Cálcio colaboram na produção de energia biológica, o Trifosfato de Adenosina (ATP). A deficiência de Magnésio é comum em pessoas que praticam exercícios regulares e pesados.

 

Toda energia da contração muscular é derivada da hidrólise de ATP e o Magnésio está intimamente ligado a este ciclo metabólico. Existem três sistemas de energia que fornecem ATP necessários ao exercício físico:

 

1. Imediato;

 

2. Não-oxidante (glicolítico)

3. Oxidante. Exercício de alta intensidade são anaeróbicos e eles dependem do sistema de energia imediato, que obtém o ATP a partir de:

 

3.1 ATP existente no sarcoplasma da célula muscular;

 

3.2 Reação da mioquinase (ADP + Fosfato inorgânico);

 

3.3 Reação da creatina fosfoquinase.

 

Manganês

 A importância do Manganês deve-se à sua participação em diversas enzimas, como co-fator. Entre as mais importantes citamos a SOD, que a nível mitocondrial depende deste mineral para executar sua função antioxidante. O Manganês exerce importante papel na saúde e resistência dos ligamentos, tendões e outras estruturas conjuntivas.

 

Nacina (vitamina B3)

Está presente em nosso organismo de duas formas, Ácido Nicotínico (a forma mais ativa) e Niacina. Na forma de coenzima, tem papel essencial na glicólise, oxidação de ácidos graxos e metabolismo protéico, fazendo com que haja uma diminuição dos ácidos graxos livres no plasma devido a uma inibição da quebra do tecido adiposo, tornando esta fonte menos disponível durante o esforço. Este fato provoca uma diminuição conseqüente da glicose sangüínea e glicogênio muscular não sendo, portanto, recomendado nas atividades de endurance. A Niacina é essencial para a síntese dos hormônios sexuais, cortisona, tiroxina e insulina.

  

Piruvato 

 

O Piruvato tem sido utilizado como suplemento ergogênico e está associado à diminuição de peso e aumento de massa magra.

 

Potássio

 

O Potássio é um dos principais componentes das células. Exerce papel essencial em muitas funções importantes do corpo humano, tais como contração muscular, condução nervosa, freqüência cardíaca, produção de energia, síntese de ácido nucléicos e proteínas, motivo pelo qual melhora o desempenho dos atletas, já que sua deficiência provoca fraqueza e fadiga muscular.

 

 

Selênio

 Co-fator essencial no funcionamento da enzima glutationa peroxidase, importante inibidora da produção de radicais peróxidos lipídicos. Antioxidante que potencializa a ação da Vitamina E, atuando como imunoestimulante. Reduz a peroxidação lipídica decorrente do exercício físico excessivo.

 

 

Vitamina A

Ação antioxidante. Aumenta a imunidade e acelera cicatrização de lesões. Estudos têm demonstrado que o retinol inibe a peroxidação lipídica.

 

 

Vitamina B1 (Tiamina)

 

Desempenha papel importante na conversão do açúcar do sangue (glicose) em energia biológica. Participa de algumas reações

metabólicas fundamentais no tecido nervoso, coração, formação de células vermelhas do sangue e manutenção da musculatura lisa esquelética.

 

 

Vitamina B2 (Riboflabina)

 

A Riboflavina assim como a Tiamina, é essencial para a produção de energia do organismo. Está associada a uma enzima chamada glutationa-redutase, que auxilia na formação da glutationa, um dos maiores protetores contra lesões causadas pelos radicais livres. É essencial tanto na respiração celular, onde a energia é produzida, quanto na eliminação de resíduos tóxicos produzidos nessa etapa. Por ser hidrossolúvel é facilmente eliminada pelo organismo e precisa ser continuamente reposto através da alimentação ou suplementação, a fim de evitar deficiência. Praticantes de exercícios precisam de uma quantidade adicional de Riboflavina, especialmente as mulheres. Exercícios vigorosos aumentam a necessidade diária de vitaminas.

 

Vitamina B6 (Piridoxina)

 

A vitamina B6 é necessária para o funcionamento adequado de mais de sessenta enzimas e essencial para a síntese dos ácidos nucléicos e das proteínas. Participa da multiplicação de todas as células e da produção de hemácias e células do sistema imunológico. Influencia o sistema nervoso através de seus efeitos sobre vários minerais e neurotransmissores cerebrais. A vitamina B6 estimula a glicogênese hepática e muscular, assim como a síntese de hemoglobina e do DNA/RNA.

 

Vitamina B12

 

Faz parte de coenzimas envolvidas na síntese dos ácidos nucléicos. Tem papel importante no metabolismo de lipídios e proteínas assim como dos ácidos graxos e carboidratos. Beneficia a regeneração neurológica.

A Vitamina B12 é a única vitamina que já contém sais minerais essenciais. Ela é essencial para a saúde do metabolismo dos tecidos nervosos e sua deficiência pode causar danos ao cérebro e distúrbios neurológicos. A vitamina B12 existe em diversas formas, denominadas B12, B12 a, B12 b, B12c, B12 f, B12 m, B12 s. A forma B12a resulta associação da luz sobre uma solução aquosa da vitamina em presença de catalisadores. As propriedades químicas, físicas e biológicas das diferentes variedades são praticamente idênticas, exceto para a B12a, que se supõe inexistente no estado natural. Essa vitamina se encontra no fígado, carne bovina e suína, ovo, leite, queijo, rim.

A vitamina B12 pode  reduzir o risco de câncer e a severidade das alergias, assim como aumentar os níveis de energia. Chegou a ser considerada uma “droga maravilhosa” e era administrada em injeções para rejuvenescer.

É melhor absorvida em forma injetável ou sublingual (gotas ou tabletes), na forma Metilcobalamina.

 

 

 Vitamina C

 

A principal ação do Ácido Ascórbico no organismo é devido ao seu efeito antioxidante. É regenerado pela enzima dehidroascorbato redutase e pela glutationa reduzida. O Ácido Ascórbico, juntamente com a Glutationa reduzida, forma os co-antioxidantes mais importantes do organismo.

 

Verificou-se a ação de vitamina C na aclimatação de atletas em ambientes quentes e melhora do desempenho em atletas de maratona.

 

 

 Vitamina E

 

Suplementos de Vitamina E promovem o aumento da energia, força muscular e desempenho atlético, decorrente do aumento do fluxo sangüíneo, muscular e da melhor quantidade de oxigênio em todas as células do organismo. Sua carência durante o exercício físico pode levar ao aumento da suscetibilidade do músculo à lesão oxidativa, com conseqüente aumento da fragilidade da membrana celular. Verificam-se efeitos benéficos do uso de vitamina E em relação à potência aeróbica e especial proteção das membranas celulares em altas altitudes.

 

 

 

Zinco

 

Participa de diversas funções fisiológicas entre elas, a ativação de várias enzimas. É necessário para absorção e atividade de vitaminas, interfere com a produção de acido nucléico e leucócitos; atua também no sistema reprodutor. Além de atuar como antioxidante e co-fator da enzima lactato desidrogenase, age também como estimulante do sistema imunológico e sua suplementação evita o agravamento de infecções, principalmente respiratórias após treinos exaustivos e competições. Forma parte da SOD citosólica. O Zinco está envolvido com a otimização da síntese e metabolismo de proteínas.

 

 

Fitoterápicos

 

Os Fitoterápicos são freqüentemente utilizados para melhorar a performance física, entre eles os mais comuns são: várias espécies de Ginseng, Ioimbina, Marapuama, Suma, Tribulus terrestris, Saw Palmetto, Beta-sitosterol entre outros.

 

Estudos controlados utilizando o Ginseng demonstraram uma melhora na performance física nas seguintes situações: uso de extratos padronizados, uso por mais de 8 semanas, dose diária maior que 1g do extrato seco ou equivalente, número representativo de pacientes e pacientes mais velhos. Melhora na força muscular, máxima captação de oxigênio, capacidade de trabalho, homeostase gasosa, lactato sérico, taxa cardíaca, tempo de reação visual e auditiva, alerta e habilidade motora têm sido freqüentemente documentados. O Ginseng Siberiano tem mostrado resultados múltiplos.

 

Fitoterápicos com Ação Ergogênica

 

O consumo de fitoterápicos melhora a performance de exercícios prolongados (corrida, pedalar, remar, nadar, andar, dançar, exercícios aeróbicos e escalar montanhas), induz a hipertrofia e ao aumento da força muscular melhorando da performance física em eventos esportivos.

 

Os fitoterápicos mais comuns que atuam na melhora da performance física estão relacionados na tabela abaixo. Alguns deles são classificados como adaptógenos, que auxiliam a normalização do funcionamento dos sistemas do organismo alterados pelo nível de estresse causado por algum efeito estimulatório. Indivíduos que praticam exercícios com freqüência utilizam os adaptógenos por considerar que o exercício é uma forma de stress.

                                                    

                                                   Alguns Fitoterápicos Empregados na Melhora da Performance Física

Fitoterápicos

Ação

Efeitos Colaterais

     

 

Marapuama

efeito testosterona like (anabólico)

não conhecidos

 

 

 

 

Saw Palmetto

efeito testosterona like (anabólico)

raros casos de distúrbios

 

 

gástricos

 

Tribulus terrestris

efeito testosterona like (anabólico )

não conhecidos

 

 

 

 

Ginseng ( Pfaffia paniculata)

efeito testosterona like (anabólico)

não conhecidos

 

 

 

 

Ginseng Coreano (P. ginseng)

adaptógeno, melhora da força

Interação com

 

e resistência muscular

estimulantes contra

 

 

indicado na hipertensão

 

 

 

 

Ginseng Siberiano

adaptógeno, melhora da força

Raros casos de insônia

(E.senticosus)

e resistência muscular

contra-indicado na

 

 

hipertensão

 

 

 

Salsaparrilha

efeito testosterona like (anabólico)

interação c/ hipnóticos

 

(Smilax officinalis)

 

glicosídeos digitálicos

 

 

e sal de bismuto. Pode causar

 

 

irritação gástrica e alteração

 

 

renal temporária

 

 

 

 

Ioimbina (P. yoimbine)

agonista alfa-adrenérgio efeitos

não é recomendado

 

potencializados pela cafeína e

para uso prolongado.Contra-

 

efedrina. Eleva a performance

indicado em doenças hepá

 

 

ticas e renais e inflamações

 

 

crônicas dos órgãos sexuais

 

 

inibidor da MAO

Garcínia Camboja

 

O princípio ativo da Garcinia é o Hidroxicitrato, substância esta que interfere no mecanismo de transporte da Acetil-CoA intramitocondrial

para fora da mitocôndria, diminuindo a biodisponibilidade desta molécula. Como conseqüência, o organismo reduz a síntese de gordura,

já que a Acetil-CoA extra-mitocondrial é fundamental na formação do tecido adiposo de reserva. O maior benefício, especialmente para

os praticantes de musculação, está na conseqüência metabólica deste bloqueio. O acúmulo de Acetil-CoA intramitocondrial promove

uma retenção de macronutrientes na corrente sangüínea, já que a via de metabolização em termos finais das proteínas, carboidratos

e gordura da alimentação é a transformação em Acetil-CoA dentro das mitocôndrias. Uma maior oferta de glicose, garante um acúmulo

de glicogênio muscular e hepático e uma maior estabilidade da glicemia, conseqüentemente, um efeito anti-catabólico exercido pela

maior concentração de aminoácidos no sangue levando a diminuição do apetite.

 

 

Ajuga turkestanica (“Turkesterone”)

 

A Ajuga turkestanica é uma erva perene originária principalmente da Ásia Central e muito conhecida por ser uma rica fonte de substâncias bioativas. Utilizada pela população local no tratamento de doenças cardíacas, musculares e dores de estômago (Mamatkhanov et al, 1998; Abdukadirov. et al., 2004). Possui em sua composição diversos fitoecdisteroides - classe de substâncias químicas que as plantas sintetizem para defesa contra insetos fitófagos. Estes compostos são imitadores de hormônios utilizados pelo artrópode (inseto) e crustáceos (caranguejo/lagosta) no processo de muda conhecida como ecdise. Quimicamente, fitoecdisteroides são classificados como triterpenóides que inclui saponinas, triterpenos e fitosteróis.

 

As plantas sintetizam fitoecdisteroides do ácido mevalônico na via do mevalonato da célula vegetal utilizando o acetil-CoA como um precursor.

Seus principais fitoecdisteroides são turkesterona, 20-hidroxiecdisona, ciasterona, ciasterona 22-acetato, ajugalactone, ajugasterone B, α-ecdisona e ecdiso-na 2, 3-monoacetonide, além de harpagide iridóides e harpagide 8-acetato (Usmanov et al, 1971, 1973, 1975, 1978,. Baltaev, 2000; Ramazanov, 2005).

 

1.2 TURKESTERONE

Turkesterone possui em sua composição um grupo 11α-hidroxilo sendo um dos principais constituintes do fitoecdisteroide. É um análogo do hormônio esteroidal de insetos 20-hidroxiecdisona.

 

 

1.2.1 MECANISMO DE AÇÃO

Após treinamento físico intenso, quando os níveis de testosterona esgota, o corpo fica extremamente vulnerável a lesões musculares, TURKESTERONE age como um substituto da testosterona até que seus níveis se normalizem. Não existe portanto o catabolismo pós-treino e também inexiste a ruptura muscular.

A reação pós-treino catabólico (colapso muscular e liberação de energia) é um dos motivos para que os ganhos de músculo não possam ser sustentados. TURKESTERONA não atua somente como um substituto de testosterona, ele incrementa a assimilação de proteínas resultando em força e ganho de massa magra.

 

2. ESTUDOS CIENTÍFICOS

 

2.1 Ecdisteroides e desempenho físico

Ecdisteroides são indicados por apresentarem propriedades tônicas (Abubakirov et al., 1988). Na verdade, ele estimula o crescimento muscular, desde que o fornecimento de proteínas seja adequado. Existem resultados do aumento do efeito anabólico no desempenho físico, demonstrado através do teste de natação forçada em ratos: animais que receberam ecdisteróides durante uma semana foram capazes de nadar para tempos significativamente mais longos (e Azizov Seifulla, 1998). Estes efeitos são semelhantes aos de esteróides anabolizantes. Ecdisteróides também são capazes de aumentar o teor de ATP muscular em ratos privados de vitamina D (Kholodova et al., 1997).

 

2.2 Ecdisteroides e crescimento

Os efeitos anabólicos dos diversos phytoecdysteroides (20E, ciasterona, turkesterone E, viticosterone) em ratos foram relatados há muito tempo (Okui et al, 1968; Syrov e Kurmukov, 1975a &b; 1976a-c, Syrov. et al, 1978, 1981a,. Stopka et al, 1999). Os efeitos relatados de promoção de crescimento foram mais recentemente relatado para suínos (Kratky et al, 1997.) e codorna japonesa (Koudela et al, 1995;. Sláma et al, 1996.). A adição de Ecdisteroides na alimentação de ovinos aumentou a taxa de crescimento destes e também o crescimen-to de lã (Purser e Baker, 1994). Estes efeitos foram obtidos com quantidades mínimas de ecdisona (0,02 ug / kg por dia), os efeitos foram mais evidentes quando os animais foram alimentados com uma dieta de baixa qualidade, o que indica que Ecdisteroides melhora a utilização do alimento. Através da estimulação da síntese de proteínas (e / ou uma redução do catabolismo proteico), ecdisteróides aumenta a massa corporal magra. Em porcos, as doses de 0,2-0,4 mg / kg / dia resultou em maior retenção de nitrogênio e um aumento de peso corporal de 112-116% em relação ao grupo controle, enquanto que o consumo de alimentos foi reduzido em 11-17% (Kratky et al., 1997) . Outros experimentos utilizaram dietas suplementadas com plantas ricas em ecdisteróides e relataram semelhantes promoção do crescimento em suínos durante um período de 30 dias (Selepcova et al., 1993b). Em codornas, ecdisteróides na dieta promoveram um maior crescimento (115% quando comparado com grupo controle), resultado associado a uma diminuição do índice de conversão alimentar (Sláma et al., 1996).

 

2.3 Ecdisteroides e Síntese de Proteínas

Efeitos estimuladores de ecdisteróides sobre a síntese de proteínas foram relatados em 1963 (Burdette e Coda, 1963). Demonstrou-se que ecdisteróides foram capazes de estimular a síntese de proteínas no fígado de rato (Okui et al, 1968;. Otaka et al, 1968, 1969a e b.). De fato, mostrou-se que ecdisteróides estimulam a incorporação de [14C] leucina no sistema de tradução isento de células (polissomas de fígado de rato), ou seja, aumenta a eficiência da máquina de translação (Syrov et al., 1978). Tais conclusões foram confirmadas e estendidas a outros tecidos, especialmente coração e músculos (Syrov et al, 1975a;. Aizi-kov et al, 1978, Khimiko et al, 2000). Recentes estudos de estrutura-atividade (Syrov et al., 2001) tal como medidas por estimulação de [14C] a incorporação de aminoácidos em proteínas mostrou que entre os compostos testados TURKESTERONE foi o mais ativo.

 

  

Ginseng (Panax ginseng ou Ginseng Coreano)

 

É o fitoterápico mais estudado. O termo Ginseng se refere usualmente as espécies Panax ginseng, conhecida como Ginseng Coreano ou Chinês, constituindo a única espécie a ser avaliada em estudos clínicos em humanos em relação à performance física.

 

Extratos padronizados devem conter aproximadamente 4% de ginsenosídeos.

 

Muitos mecanismos de ação têm sido propostos para o Ginseng. O uso tradicional inclui a restauração da energia vital, no entanto, o Ginseng tem sido usado com vários outros propósitos mais específicos.

 

Ação:

 

  Estimulante do Sistema Nervoso Central

 

  Aumento da produção de corticotropina e cortisol

 

  Estimulante do Sistema imune

 

  Ação anabólica

 

  Ação antioxidante

 

Estudos controlados adequados mostram uma melhora estatisticamente significante da performance física e psicomotora quase invariável usando altas doses (padronização usual de ginsenosídeos contido no equivalente a doses de extrato seco maiores ou igual a 2g/dia), estudos de longa duração (maior ou igual a 8 semanas) além do número significativo de participantes, indicando uma grande representatividade estatística.

Outro estudo mostrou que comparado ao placebo, o Ginseng Coreano melhorou significativamente a captação máxima de oxigênio, recuperação pós-exercício, força do músculo peitoral e do quadríceps.

Estudo duplo-cego com 120 pacientes com idade entre 30-60 anos, onde os pacientes receberam placebo ou 200mg/dia do extrato padronizado de Ginseng, por um período de 12 semanas. A suplementação foi associada a uma significante redução no tempo de reação para os pacientes com idade entre 40-60 anos, mas não para os pacientes com idade entre 30-39 anos. Os homens do grupo de menor faixa etária não demonstraram efeitos significantes nas funções pulmonares (capacidade vital, volume de expiração forçado, fluxo expiratório máximo e capacidade respiratória máxima). As mulheres com idade entre 30-39 anos e ambos os sexos com idade entre 40-60 anos mostraram melhora significante em todos as 4 avaliações da função pulmonar após 12 semanas de suplementação. Alterações importantes aconteceram após 6 semanas de suplementação e foram mais significativas ao final das 12 semanas, sugerindo um efeito gradativo.

 

O Ginseng é seguro? A “síndrome do abuso do Ginseng” foi descrita em alguns casos, mas os sintomas relatados como insônia, nervosismo, hipertensão, erupção cutânea, diarréia matinal e euforia podem ser atribuídos à grande quantidade de cafeína ingerida pelos pacientes. Em alguns casos, o efeito estrogênio-like (mastalgia e sangramento vaginal) foi reportado em mulheres na pós-menopausa fazendo uso de cremes tópicos ou usando cápsulas de Ginseng.

 

Em resumo, os suplementos a base de P. ginseng podem melhorar a performance física e mental se utilizado por um período longo e em doses suficientes. O Ginseng pode exercer grandes benefícios em indivíduos sem condicionamento físico ou idosos (> 40 anos). Parece não promover nenhum efeito imediato na performance física. Em geral a suplementação com Ginseng é segura, embora alguma variabilidade individual na potencialização com estimulantes como a cafeína, possam ocorrer.

 

 

Ginseng Siberiano (E. senticosus ou Acanthopanax senticosus)

 

Melhora da força muscular, resistência à fadiga e recuperação frente aos exercícios foram relatados por 35 levantadores de peso e lutadores, 36 ginastas, militares, 60000 operários de fábrica e 52 operários. No entanto, os detalhes experimentais do estudo não foram informados.

 

Pesquisadores administraram 1g/dia do Ginseng Siberiano pó por 6 semanas a 30 pacientes num estudo randomizado, crossover, duplo-cego, placebo-controlado. Quinze atletas mulheres e 15 atletas homens do Instituto Estadual de Tecnologia da Tasmânia foram estudados. A força do músculo peitoral foi aumentada em 13% e a força do quadríceps em 15% com alterações estatisticamente significantes. Assim como o P. ginseng, o efeito a longo prazo pode vir após a oitava semana de uso, um período de tempo não alcançado na maioria dos estudos controlados, mas respeitado pelos pesquisadores russos.

 

 

 

Zhi-Shi ou Citrus Aurantium

 

O extrato de Zhi Shi é uma planta chinesa usada tradicionalmente no alívio da congestão, indigestão, por estimular as funções gastrointestinais

e aumentar a circulação.

 

Este extrato atualmente é utilizado na perda de peso por ter a mesma eficácia que o Ma Huang, sem potencializar negativamente o Sistema

Nervoso Central, nem produzir efeitos secundários cardiovasculares.

 

* Atua de três maneiras :

 

A ) Promove a quebra dos lipídeos ( por lipólise e termogênese );

 

B ) Aumenta a performance física – libera os ácidos graxos das cadeias de gordura acumulada, transformando-os em energia.

 

C ) Aumenta a massa muscular - em conjunto com uma ingestão de proteínas e um moderado programa de exercícios.

 

* Na composição do extrato padronizado a 4%, há 5 aminas adrenérgicas :

 

• Sinefrina, N-Metiltiramina, Hordenina, Octopamina e Tiramina.

 

A Sinefrina é a mais conhecida, porém as outras aminas também têm demonstrado atividade termogênica igualmente poderosa. Sua ação

se deve a capacidade de estimular os receptores Beta ( b ) 3, com um impacto mínimo sobre os receptores alfa (a) 1, alfa ( a ) 2, Beta ( b ) 1

e Beta ( b ) 2, dessa forma, o Zhi Shi age aumentando o nível do metabolismo, sem afetar o ritmo cardíaco ou a pressão sangüínea.

 

A composição única de aminas adrenérgicas do Extrato Seco de Zhi Shi, provoca a liberação de adrenalina e Noradrenalina, muito

provavelmente, próximo aos locais onde se encontram os receptores b 3, principalmente no tecido adiposo e fígado.

 

A estimulação dos receptores b 3 produz a degradação dos ácidos graxos (lipólise). Simultaneamente, esta estimulação provoca um

aumento do nível metabólico (termogênese), queimando calorias.

 

Estudos científicos preliminares demonstraram que o Extrato seco de Zhi Shi estimula quase que exclusivamente os receptores b 3, o que

difere dos outros termogênicos que agem também sobre os receptores a 1 e 2, b 1 e 2, provocando efeitos secundários negativos

no sistema cardiovascular.

 

As aminas do extrato Zhi Shi, por não serem lipofílicas, não atravessam a barreira hematoencefálica, ficando retidas na periferia. Além disso,

os agentes adrenérgicos presentes são termogênicos em doses muito menores que as necessárias para aumentar o ritmo cardíaco

e a pressão sangüínea, evitando os efeitos secundários do Ma-Huang.

 

Durante o exercício aeróbico, os ácidos graxos liberados provêm ao corpo uma maior quantidade de energia, melhorando a performance física.

 

Finalmente, quando se utiliza o Extrato de Zhi Shi, em combinação com uma ingestão moderada de proteínas e um programa de treinamento

moderado o organismo aumenta a biodisponibilidade de aminoácidos, que são transformados em proteínas e podem construir uma

massa muscular magra.

 

Testes in vivo, em animais e humanos demonstram a eficácia e inocuidade deste produto.

Óleo de Prímula

 

Fonte de ácidos graxos poliinsaturados, especialmente o ácido linoléico e o ácido gama-linolênico que são respectivamente, os principais

lipídeos ativos do Óleo de Prímula. O beneficio preventivo sobre os principais efeitos colaterais dos esteróides está principalmente no

fato dos ácidos Linoléico e Gama-linolênico, serem precursores importantes das prostaglandinas, substâncias fundamentais para a

regulação endócrina, regulação da pressão arterial e hemostática. Esses ácidos graxos poliinsaturados são essenciais para

a reconstituição, regeneração e renovação de tecidos.

 

 

Tribulus terrestris

 

O Extrato de Tribulus terrestris tem obtido destaque tendo sido divulgado na língua inglesa as pesquisas feitas na Bulgaria. Foi relatado

que o Extrato de Tribulus elevou a quantidade de testosterona e de hormônio luteinizante circulante em homens e mulheres com baixos

níveis desses hormônios. 

O T. terrestris é utilizado por atletas, já que a testosterona promove síntese de proteínas e balanço positivo de nitrogênio aumentando

o vigor e a recuperação mais rápida do stress muscular. Juntamente com seu efeito diurético, promove o aumento de massa magra. 

Farmacologia

 

A ação de Tribulus terrestris se deve a presença de uma substância chamada protodioscina. Este esterol é metabolizado no organismo

e se transforma em DHEA. O DHEA por sua vez é convertido em androgênios, estrogênios, e outros esteróis, além de ser importante

para manter a integridade da membrana das células pró-eréteis do tecido do corpo cavernoso. A terapia com tribulus terrestris aumenta

em até 30% a produção de testosterona.

 

Na mulher, a liberação do Hormônio Luteinizante (LH) pela hipófise, promove um conseqüente aumento de testosterona. Quando o nível

de testosterona está elevado, o organismo, por um mecanismo autoregulador, manda uma mensagem à hipófise inibindo a liberação

de LH. O tribulus terrestris inibe essa mensagem, fazendo com que o organismo continue liberando LH. Dessa forma, existe um aumento

dos níveis de testosterona. A utilização de Tribulus terrestris por mulheres não constitui um perigo de masculinização, pois os níveis

de testosterona alcançados não chegam a produzir esse efeito. Ao contrário, são benéficos pois melhoram os sintomas da menopausa,

além de aumentar o vigor da massa magra e promover a perda do aspecto arredondado do corpo. Entretanto, é necessário interromper

o tratamento 5 dias antes da menstruação pois os níveis de LH e FSH comandam o balanço hormonal neste período. 

Contra-indicações

 

O Tribulus terrestris não deve ser administrado em pacientes com graves alterações clínicas. É também contra indicado em mulheres grávidas

ou que estejam amamentando. 

Não se deve exceder à dose recomendada.

 

 

Outros Fitoterápicos

 

Os Outros fitoterápicos utilizados geralmente pertencem a uma das duas categorias:

1) Adaptógenos ou tônicos como o ginseng ou

2) Anabólicos que aumentam a massa muscular.

 

Os fitoterápicos Adaptógenos melhoram a performance aeróbica e os Anabólicos mimetizam a ação ou são metabolizados no organismo

gerando esteróides anabólicos.

 

Pesquisadores acreditam que alguns fitoterápicos ou extratos desses fitoterápicos fornecem ou mimetizem os efeitos da testosterona

(efeitos anabólicos) em humanos uma vez que possuem estrutura química semelhante. Estes fitoterápicos possuem esteróis, ecdisterona ou

saponinas esteroidais. Os efeitos anabólicos são particularmente desejados pelos fisioculturistas e levantadores de peso. Os efeitos nos

receptores esteroidais da ecdisterona em estudos animais indicam que mais estudos são necessários para estabelecer os possíveis

mecanismos pelos quais os compostos tipo esteróides encontrados nestes fitoterápicos promovem seu efeito, sejam eles mediados por

receptores ou por regulação feedback antes de sua bioconversão a esteróides. Possíveis mecanismos incluem efeitos anticatabólicos

devido ao bloqueio dos receptores de cortisol e estimulação dos anabólicos ou receptores androgênicos, similar ao efeito conseguido

com os ginsenosídeos.

 

Estudos de Referência - A avaliação da performance física consiste em: tempo de exaustão, força ou resistência ao exercício,

alteração da composição corporal, concentração hormonal, tempo de corrida, alteração de humor e alteração neuro-muscular.

Muitos desses fitoterápicos possuem atividades antioxidantes em humanos. Ainda não se sabe se essas atividades afetariam a

performance física ou protegeria os órgãos dos danos causados pelos radicais livre gerados no exercício. Entretanto, os

efeitos protetores demonstrados pelos antioxidantes dos nutrientes (carotenóides, tocoferóis, ascorbatos e selênio) durante o

exercício físico e a melhora da performance física atribuída aos antioxidantes sulfurados evidência que as preparações com

fitoterápicos antioxidantes possuem uma capacidade similar. Associações entre fitoterápicos, vitaminas e minerais consiste

num novo campo de pesquisa ainda pouco explorado.

 Conclusão

 A teoria sobre o mecanismo de ação dos fitoterápicos inclui:

1) efeitos antioxidantes;

 2) efeitos regulatórios dos receptores hormonais ou outros;

3) estímulo ou inibição de enzimas específicas.

 

A combinação desses 3 fatores pode explicar a maioria dos efeitos observados nos fitoterápicos.

 

 

 

 
 
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"Antes de fazer uso de qualquer Suplemento, consulte sempre um Médico Especialista"

Este artigo não pretende a prescrição ou indicação de medicamentos. Se você apresenta algum dos sintomas citados procure um Médico pois nada substitui uma consulta com um Médico especializado, pois tanto para a mulher como para o homem, a avaliação Médica e especialmente a Terapia Ortomolecular tem que ser individualizada e só deve ser prescrita por Médico Especialista, e que para se ter uma base do que se vai indicar para um paciente é necessário fazer uma minuciosa anamnese clínica, avaliar o estado psico-emocional do paciente e  fazer um estudo pormenorizado com exames laboratoriais, inclusive Ortomoleculares como o Teste do Cabelo (Mineralograma)e outros através de sangue, urina e fezes.

Dr. Rogério Alvarenga é Médico (CRM-RJ 23.389-0), Especialista em Medicina Ortomolecular. É também Endocrinologista e tem Título de Especialista em Nutrologia Médica pela AMB. É membro da Academia de Ciências de NovaYork ("The New Academy of Sciences" - USA) entre outras no exterior. Membro da ABESO(Associação Brasileira para Estudos da Obesidade) e  outras. Membro-Fundador da SOMORJ-Sociedade de Medicina Ortomolecular do Estado do Rio de Janeiro.

Medicina Ortomolecular, Teste do Cabelo, Intoxicação por Metais Pesados, Prevenção do Envelhecimento, Tratamento para Crescimento em Crianças e Adolescentes, Aumento de Massa Muscular em Atletas, Tratamento do Stress, Depressão, Irritabilidade, Agressividade, Andropausa, Menopausa, Reposição Hormonal Feminina e Masculina ,Doenças da Tireóide, Medicina Preventiva, Desinteresse Sexual Masculino e Feminino, Artrite, Artrose, Osteoporose, Fibromialgia, Queda de Cabelos, OBESIDADE, Magreza, Distúrbios do Colesterol e Triglicérides, Nutrologia Médica e Endocrinologia em Geral. Para informações e marcação de consulta ligue para (21) 2611-2244 e mesmo que caia em uma gravação, deixe seu nome, número de telefone e sua mensagem. As consultas somente são feitas com hora previamente marcada. Terapia Ortomolecular, Teste do Cabelo, Intoxicação por Metais Pesados, Prevenção do Envelhecimento, Tratamento para Crescimento em Crianças e Adolescentes, Aumento de Massa Muscular em Atletas, Tratamento do Stress, Depressão, Irritabilidade, Agressividade, Andropausa, Menopausa, Reposição Hormonal Feminina e Masculina ,Doenças da Tireóide, Medicina Preventiva, Desinteresse Sexual Masculino e Feminino, Artrite, Artrose, Osteoporose, Fibromialgia, Queda de Cabelos, OBESIDADE, Magreza, Distúrbios do Colesterol e Triglicérides, Nutrologia Médica e Endocrinologia em GeralPara informações e marcação de consulta ligue para (21) 2611-2244 e mesmo que caia em uma gravação, deixe seu nome, número de telefone e sua mensagem. As consultas somente são feitas com hora previamente marcada.  Para marcação de consultas utilize-se também do Fax (21) 2611-7520; entretanto, Sugestões, Perguntas e Dúvidas somente serão respondidas pela internet.

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